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Salone Del Mobile: o que vimos na maior feira de design do mundo

  • Foto do escritor: Ana Clara Moreno
    Ana Clara Moreno
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

E o que já queremos incorporar em nossos projetos.




Todos os anos, Milão se torna o protagonista do design global. Mas em 2026, o Salone del Mobile deixou de ser apenas uma vitrine de novidades para assumir um papel mais profundo: o de definir linguagem.


Com mais de 2.000 expositores, novas manufaturas, vozes independentes e grandes marcas, o que se viu não foi apenas volume e lançamentos de produtos, mas uma direção clara: o bem-estar no centro dos espaços e a sinestesia como forma de projetar.


Não foi sobre o que foi lançado. Foi sobre o que mudou.


Ao caminhar pela feira, a sensação era evidente:o design está menos preocupado em impressionar e mais interessado em envolver.


A estética não desapareceu. Mas deixou de ser protagonista isolada. No lugar, surgem projetos que priorizam experiência, percepção e permanência.


Matéria, atmosfera e sensorialidade


Se existe um eixo central do Salone 2026, ele está aqui.


Texturas deixam de ser detalhe e assumem protagonismo.A luz não ilumina apenas — ela constrói atmosfera.E os espaços passam a ser pensados para serem sentidos antes mesmo de serem compreendidos.


Materiais naturais, superfícies táteis, imperfeições controladas e composições mais orgânicas indicam um design mais humano, mais próximo, mais real.


O minimalismo se transformou


O minimalismo continua presente, mas não como antes.


Ele perde rigidez e ganha calor.Deixa de ser vazio para se tornar intencional.


Menos excesso visual, mas mais profundidade sensorial.Menos frieza, mais acolhimento. O novo minimalismo não afasta. Ele convida.


Tecnologia que não aparece


Outro ponto marcante foi o papel da tecnologia.


Ela não desapareceu — pelo contrário.Mas deixou de ser exibida.


Automação, integração e inteligência estão cada vez mais presentes, porém invisíveis.A tecnologia se dissolve no espaço, operando de forma silenciosa e precisa.


E talvez esse seja o novo luxo:quando tudo funciona sem precisar chamar atenção.


O design deixou de começar na função


Se antes o ponto de partida era funcional, hoje ele é sensorial.


O design quer despertar emoções antes mesmo de cumprir sua função.Quer criar conexão antes de explicar.


Projetos passam a ser pensados para tocar, envolver, provocar presença. Porque no fim, o que permanece não é apenas o que se vê. É o que se sente.


Nosso veredito


O Salone del Mobile 2026 não foi apenas uma mostra. Foi um manifesto.


Um sinal claro de que o design está mudando de linguagem —e que essa mudança não é estética, é estrutural.


Para quem projeta, a pergunta não é mais “qual tendência seguir”.


É entender como criar experiências que façam sentido em um mundo cada vez mais sensorial.


 
 
 

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